segunda-feira, 4 de março de 2013

Algumas mudanças no Pibid Letras

Por Eduardo Alves dos Santos (Curso de Letras: Português e Espanhol/ UFFS)

    2013 começou agitado no subprojeto Pibid do Curso de Letras. Como o projeto funciona doze meses por ano, não houve aquela parada na virada de ano (as férias), ou seja, as atividades de leituras e organizações para oficinas, dentre outras, ocorreram normalmente. Contudo, parece que o ano começou com um ar de renovação dentro do subprojeto de Letras. Um dado interessante (e complicado) de se apresentar é o de que apenas três acadêmicos dos que começaram no projeto na primeira seleção (aproximadamente na metade de 2011) ainda continuam no mesmo. De seis restaram três, sendo que destes que não mais participam do PIBID apenas um continua frequentando o curso, o acadêmico Lucas Sidnei Carniel, que por opção pessoal resolveu regressar à sua cidade de origem (Francisco Beltrão), o que dificultou a permanência do mesmo no projeto. Lucas se desligou do projeto no início de 2012.
    Os outros estudantes que passaram pelo PIBID são Patrícia dos Santos, Cássia Bellé, Mônica de Paula, Josiane de Souza, as quais também não deram sequência com o curso, o que vem reforçar a ideia de que mesmo com bolsa a permanência na graduação nem sempre é possível. Por motivos diversos, essas acadêmicas optaram ou por ir aventurar-se em outros mares do conhecimento ou apenas escolheram esperar outro momento para prosseguir com a formação. O que nos resta é torcer para que todos que por aqui passaram tenham sorte no caminho que trilharem. Um abraço a todos os ex (e ao mesmo tempo, eternos) pibidianos do Curso de Letras. Também deixamos, mais uma vez, uma abraço especial para a querida professora Valéria Barbiero, que deixou, há pouco tempo, de ser nossa supervisora no Colégio Doze de Novembro.
    Deixando as despedidas (ou melhor dizendo, recordações, uma vez que alguns já saíram há um certo tempo) para trás, damos agora as boas-vindas para os que chegaram mais recentemente (e que ainda não receberam um recado “formal” de boas-vindas: professora Jane Terezinha Lorenzetti Fontana, nova supervisora no Colégio Doze de Novembro, e os estudantes João Carlos Rossi, Cristiane Wisnievski e Lucas Felipe Zvetz Duarte.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Homenagem e despedida de supervisora

Na tarde de ontem (04 de novembro) os bolsistas e coordenadores do PIBID/Realeza prestaram homenagem a professora supervisora Valéria Dolores Kohl Barbiero que deixará o cargo por motivos de força maior.
O dia foi de lágrimas de alegria, surpresas, risos e saudades precipitadas. A professora Valéria foi responsável durante o primeiro ano de projeto na UFFS/Realeza em supervisionar o trabalho dos acadêmicos bolsistas no Colégio Estadual Doze de Novembro, entretanto a relação se prolongou para amizade entre ambos e não poderia faltar uma homenagem a esta professora que demonstrou ter tanta garra pela melhoria do Ensino de Português e Literatura nas escolas públicas.

Ao centro, prof. Valéria Barbiero, rodeada pelos acadêmicos e coordenador do PIBID Letras.

Acadêmicos do PIBID Letras trabalham na confecção de murais

No encontro da última terça-feira (02 de outubro) os bolsistas do PIBID Letras da UFFS/ Realeza reuniram-se nas dependências da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) para confeccionar os murais que em breve estarão nas escolas para divulgar as atividades do projeto.

A seguir algumas imagens:





segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Pibidianos da UFFS/Realeza participam de evento estadual

UFFS – Realeza esteve representada durante I Seminário Estadual do Pibid, realizado em Ponta Grossa-PR
 
Por Eduardo Alves dos Santos (Letras Português e Espanhol/ UFFS)
 
No último dia 24/08, um grupo de pibidianos da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), Campus Realeza, participou do I Seminário Estadual do Pibid em Ponta Grossa-PR, este que aconteceu na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). O grupo saiu de Realeza aproximadamente às 09h00 e após sete horas de viagem chegou ao seu destino. Ao chegar na cidade de Ponta Grossa, o ônibus em que estavam os pibidianos se dirigiu ao local onde ficariam acomodados durante o período do evento, um seminário localizado a cerca de 5 km do centro da cidade de Ponta Grossa. Além do alojamento disponibilizado pelo seminário, os alunos do Realeza também foram contemplados com auxílio para alimentação (do próprio PIBID) e transporte (Direção do Campus Realeza).
 
As atividades do evento começaram apenas no dia posterior à chegada do grupo, no período da manhã com o processo de cadastramento e entrega do material do evento (bolsa, estojo e caneta, material de informação e para anotação). A abertura oficial aconteceu por volta de 08h45, precedendo uma apresentação cultural e a palestra de abertura com a Profa. Fernanda Scaciota Simões da Silva da Diretoria de Políticas e Programas Especiais da SEED/PR. Em sua fala, a professora Fernanda abordou a trajetória e o impacto do Pibid no Paraná.
 
O restante do evento, a tarde do dia 24 e a totalidade do dia 25, foi destinado às inúmeras apresentações de trabalhos dos acadêmicos bolsistas do Pibid de todo o Paraná e também para mesas de debate entre professores coordenadores e supervisores. Nessas apresentações, os acadêmicos tiveram a oportunidade de expor a bolsistas de outras instituições os resultados de algumas atividades desenvolvidas nos seus projetos. Oficialmente, a UFFS Campus Realeza não faria parte do grupo de instituições que participariam do seminário, uma vez que o CNPJ da instituição está registrado na cidade de Chapecó-SC. Porém, mesmo não estando na lista das instituições com o projeto no estado, a UFFS Realeza esteve presente com apresentações de trabalhos e com alunos dispostos a compartilhar as experiências vividas no Pibid.

Bem-vindos ao PIBID

Novos bolsistas do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) são recebidos com evento aberto ao público. 
 
Por Eduardo Alves dos Santos (Letras Português e Espanhol/UFFS)
 
No dia 16/08, ocorreu no Campus Realeza da Universidade Federal da Fronteira Sul o I Seminário de Iniciação à Docência: Experiências em Diálogo organizado pelos alunos e professores do PIBID do Curso de Letras, com colaboração dos integrantes do subprojeto Pibid de Ciências. O evento teve por objetivo receber os novos participantes do projeto, que ingressaram no início do mês de agosto. Participaram do evento os bolsistas e coordenadores dos subprojetos Pibid de Ciências e Pibid de Letras, professores supervisores do PIBID nas escolas de Realeza e membros da comunidade acadêmica em geral.
 
No total, são seis novos bolsistas estudantes, Eduardo Alves dos Santos, Ivan Lucas Borghezan Faust, Mônica Fernanda de Paula, Tasciane Moradin da Silva, Eline Souza Barbosa e Ana Paula Ghizzo Alves e uma professora supervisora, Dirlaine de Oliveira, integrados ao Pibid de Letras, isso por conta de uma expansão que foi concedida ao projeto pela CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), entidade que é a responsável pelo Pibid nacionalmente. Agora, além do Colégio Estadual Doze de Novembro, o Pibid de Letras também atuará na Escola Estadual Dom Carlos Eduardo. Além dos novos bolsistas de Letras, no evento também foram dadas as boas-vindas à nova pibidiana do Curso de Ciências Naturais, Vanessa Pagno, a qual ingressou no projeto através de seleção para uma vaga remanescente.
 
O evento aconteceu no período vespertino e teve como atividade principal a fala da Professora Dra. Morgana Fabíola Cambrussi, a qual é Coordenadora do Subprojeto de Letras/PIBID/Chapecó e professora do Curso de Letras e do Mestrado em Estudos Linguísticos da UFFS/Chapecó. Para sua fala, a professora selecionou dez pontos que a mesma acreditou estarem entre as principais contribuições do PIBID para a formação do futuro docente. Entre estes dez itens abordados pela professora, ecoou, entre as pessoas que compunham o público presente, a possibilidade proporcionada pelo PIBID de os futuros professores irem para dentro da sala de aula antes dos conhecidos estágios supervisionados, os quais, para a professora, são pouco para a “transformação” do aluno graduando em professor.
 
Além da fala da professora Morgana, para o segundo momento da tarde, após uma breve pausa para um lanche (patrocinado pela Cresol de Realeza), apresentaram-se alunos e professores supervisores dos subprojetos de Letras e de Ciências, que já vinham desenvolvendo atividades desde o mês de agosto do ano anterior, para transmitir aos recém-chegados uma visão geral e ampla de como funcionou o projeto no primeiro ano para que estes conseguissem visualizar melhor como serão as suas atividades futuras desenvolvidas no projeto.

sábado, 11 de agosto de 2012

Novos Pibidianos de Letras


    - Ana Paula Ghizzo Alves

    - Eduardo Alves dos Santos

    - Eline Souza Barbosa

    - Ivan Lucas Borghezan Faust

    - Mônica Fernanda de Paula

    - Tasciane Morandin da Silva

      terça-feira, 31 de janeiro de 2012

      Primeiro dia de aula

      Por Lucas Sidnei Carniel (Letras Português e Espanhol/ UFFS)

      Já se vão 15 anos desde que entrei numa sala de aula pela primeira vez. Foi em fevereiro de 1997 que senti pela primeira vez aquele cheiro de madeira – característico nas carteiras de escolas públicas - de giz e foi também a primeira vez, pelo menos desde que me lembro, que me vi rodeado por pessoas que não conhecia: crianças chorando, professoras ralhando com os alunos de séries mais avançadas.

      E naquele turbilhão de coisas novas acontecendo, nem notei que minha mãe já havia me dado os conselhos – aqueles do tipo que se dão para crianças no primeiro dia de aula: não coloque o dedo no nariz, não brigue, não corra... - e ido embora. Apenas me dei conta que estava sem ela, quando a vi já de costas, próxima do portão de saída.

      Enquanto meditava se chorava ou corria atrás dela – e para a liberdade da rua, a sineta bateu, as crianças se reuniram desordeiramente em fila indiana e eu me desesperei. Queria a todo custo sair de lá.

      Com alguns exageros aqui e outros acolá (nossa, acabei de inventar uma citação agora!) foi mais ou menos assim meu primeiro dia de aula. Claro, não vou me aventurar a relatar minuciosamente como foi a experiência dentro da sala. Por que, pelo menos pra mim, o mais marcante foram esses primeiros contatos com a escola, lá fora, no pátio, antes de entrar na sala e, depois, alguns minutos antes de iniciar a aula.

      Quase uma década e meia depois, voltei a sentir como é o primeiro dia de aula. Claro, dessa vez não tive vontade de chorar, nem de correr atrás de minha mãe (algumas atitudes não podem mais ser tomadas depois de certa idade). Dessa vez, meu papel não era o de aprender, mas o de ensinar, ou, pelo menos, tentar.

      Os últimos minutos antes de iniciar a 1ª oficina do PIBID do curso de Letras, no Colégio Estadual Doze de Novembro, de Realeza, foram os mais angustiantes de minha vida – mais até do que no meu primeiro dia de aula. Via a sala encher de adolescentes – detalhe: nem quando tinha a idade deles sabia entendê-los. Mas (quem diria?), eles também estavam nervosos com aquela primeira oficina. Assim como eu e minha colega Débora, não sabiam o que esperar daquela “aula inaugural”.

      O tema que coube a mim e Débora tratarmos com eles foi “meio ambiente”. Não esperávamos que o assunto provocasse qualquer sentimento nos nossos alunos – que ali cumpriam mais ou menos o papel de cobaia, afinal, parafraseando um famoso político, nunca antes na história do Colégio Doze, da Universidade Federal da Fronteira Sul, do curso de Letras e do Pibid de Letras havia acontecido uma oficina com acadêmicos – em geral, porque adolescente não se preocupa muito com questões ambientais. Ledo engano. Eles não apenas se preocupam, como também sabem da importância de evitar a degradação ambiental.

      Com o tempo nós, os acadêmicos/professores e os alunos, já estávamos quase que em perfeita sintonia. Acredito que foi ali, naquela oficina, que despertou, definitivamente, meu gosto pela docência.

      Depois vieram outras oficinas. Formei duplas com outros colegas. E descobri inúmeras aptidões dos nossos novos amigos. De cronista e poeta a escritor de contos eróticos.

      Embora tenha muita vontade de continuar na docência e lecionar ainda muitas aulas. Aquele primeiro dia de oficina não me vai sair da lembrança.